domingo, 23 de maio de 2010

Les Homs

Logo que chegamos a Toulouse, após viagem tranquila que durou 01h20min num voo da Air France, alugamos um carro e fomos até a cidade de Fanjeaux, e lá numa vila tranquila, com o nome que dá título a este post, encontramos nossa residência que nos abrigará durante uma semana. A surpresa foi ótima para todos, pois fomos muito bem recebidos pela Else e Alex, os simpáticos e gentis proprietários; a casa tem todo o conforto e impressionou pelas dependências e bom gosto da decoracão. Todos estávamos cansados, depois de muitos passeios e mais a viagem, os últimos chegarando em outro voo por volta das 23 horas. Mas todos nós nos alegramos em estarmos juntos, alegres, curtindo uma amizade que cresce dia a dia. Abaixo, algumas fotos da casa onde permaneceremos nos próximos dias. Nossos familiares e amigos podem ficar muito tranquilos, pois estamos muito bem instalados...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Segundo dia em Paris


Foi mais um dia de passeios pela cidade, e desta vez aproveitamos para ver os principais marcos turísticos da cidade: Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Igrejas Sacré-Couer e Notre Dame, e outros monumentos famosos, dos quais falaremos mais adiante. Mais uma vez degustamos boa comida e bons vinhos em dois bistrôs recomendados, o que foi sem dúvida uma delícia... Amanhã é o dia em que todos nos encontraremos no aeroporto de Orly e o grupo estará finalmente reunido para continuar nosso roteiro no sul da França. Mas Paris já deixa saudades, e todos já pensam em voltar no futuro, já que a experiência dessa aventura turística está sendo maravilhosa.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Paris aos nossos pés


É óbvio que não temos esse poder de fazer Paris cair aos nossos pés, mas o trocadilho é válido porque no primeiro dia de passeio nesta cidade, fizemos vários quilômetros pelo centro histórico sem usar outros meios de transporte que não fossem as nossas pernas. Caminhamos muito mesmo, e esse é um jeito muito interessante de conhecer mais detalhadamente essa cidade maravilhosa. Fizemos uma viagem sem intercorrências até aqui, apenas alguma turbulência no voo entre São Paulo e Paris, num voo da Air France em que vieram Fernando e Alda, Alfredo e Jussaná. Mas tudo correu normalmente, e pontualmente ãs 08:20 horas (horário local, 5 horas de diferença no fuso horário) aterrissamos no aeroporto Charles de Gaulle. Imediatamente fomos ao hotel e poucas horas depois Gerd e Lou, que vieram por trem da Alemanha, também nos encontraram no mesmo hotel. E logo iniciamos os passeios, dos quais falaremos mais adiante. Enquanto isso, Marco e Marcy já estão fazendo um outro passeio em outra região da França, e logo chegarão também o Paulo e Luzete. No sábado todos estaremos reunidos no aeroporto de Orly, quando zarparemos para Toulouse.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Champanhe para 10, por favor!


A três dias de colocarmos os pés na França, vem-nos à lembrança a bebida mais tradicional desse país, e que com certeza teremos o prazer de degustar com atenção toda especial, aguçando todos os sentidos possíveis...
Originário da região francesa de Champagne, ele era um vinho "tranquilo". Fermentação em garrafa transformou-o em espumante explosivo e turvo. Há apenas 150 anos, o champanhe se tornou uma cristalina bebida de luxo.
O que seria do Réveillon sem o jorro de vinho espumante sincronizado com o primeiro segundo do ano novo? E que líquido banha, no pódio, o vencedor de uma corrida automobilística? Ou com que se batiza cada novo navio?
Só que um espumante não é igual ao outro. E o mais nobre e famoso é, sem dúvida, aquele que leva o nome da região francesa onde é fabricado: o champanhe – um nome que até nossos dias é sinônimo de luxo e prazer.
Champagne é uma das menores regiões vinícolas da França, com apenas 33 mil hectares, e extremamente parcelada, entre 15 mil proprietários. Nela se produzem cerca de 5 mil marcas, das quais apenas poucas são conhecidas no mundo – especificamente, as que dispõem de um enorme orçamento para publicidade. Das grandes casas produtoras de vinho, só algumas ainda são propriedade familiar. Por outro lado, como o emprego de máquinas é proibido em Champagne, todas as uvas são colhidas a mão.
Como será que esse espumante produzido exclusivamente em Champagne conquistou a fama que tem? Na forma como o conhecemos – isto é, sem ser turvado por partículas de levedura e sem que, de cada duas garrafas, uma exploda – o champanhe não existe há muito mais de 150 anos.
Uma coisa já se pode antecipar: ao contrário do que afirmam certos gênios da propaganda, o célebre monge beneditino Dom Pérignon não foi o inventor da nobre bebida – embora tenha feito bastante pelo seu desenvolvimento. Na opinião da guia turística Aline Milley: "Dom Pérignon é um mito. O champanhe não tem, realmente, uma origem, nem inventores. O champanhe se inventou a si mesmo".
A história do champanhe começa com a conquista da Gália pelos romanos. Eles levaram o vinho para Champagne e, como subproduto da construção das cidades, foram criadas as primeiras grandes adegas. Como explica Jean-Pierre Redon, da casa Taittinger:
"No século 4º, para construir esta cidade (Reims), capital da província da Bélgica, chamada Durocortorum, necessitava-se de pedras. E essas se encontravam no subsolo, pois aqui toda a região é constituída de giz."
Foi em meados do século 13, ou seja, 700 anos após os romanos terem esburacado Reims como um queijo suíço, que os monges beneditinos tiveram a ideia de utilizar as grutas resultantes como cavas, para melhor envelhecer o vinho. Para facilitar o acesso, fizeram portas e cavaram passagens entre as adegas.
Nos séculos 16 e 17, o vinho de Champagne era conhecido na corte francesa por sua qualidade, embora ainda não fosse efervescente. Aqui entra em cena Dom Pérignon, mestre de adega da abadia de Hautvillers a partir de 1668.
Ele foi o primeiro a empregar a técnica de assemblage, misturando diferentes tipos de vinho. E descobriu que era possível fabricar vinho branco a partir de uvas pretas, se as cascas fossem retiradas rápido o suficiente.
Porém, o champanhe ainda não "fazia bolinhas".
Devido à situação geográfica de Champagne, ao norte do país, o tempo esfria muito rápido no outono. Isso pode interromper a fermentação do mosto, antes que todo o açúcar se transforme em álcool. Na primavera, quando a temperatura sobe novamente, o processo é retomado e o dióxido de carbono resultante torna o vinho espumante.
Esse fato não chamou atenção até o século 18, pois o vinho fermentava em barris e o gás escapava. Mas em 1728, Luís 15 permitiu o transporte da bebida em garrafas. Foi então que o alto teor gasoso do champanhe se tornou perceptível, fazendo explodir as garrafas.
Isso passou a ter consequências avassaladoras para os vinicultores, que até meados do século seguinte chegaram a perder 50% de sua produção. Entretanto, os ingleses, que já apreciavam o vinho champanhês "tranquilo", se lançaram avidamente sobre a novidade vinda da França.
O próximo passo decisivo nessa evolução coube à Madame Barbe-Nicole Cliquot Ponsardin, uma negociante de visão. Seu mestre adegueiro, o alemão Anton von Müller, criou em 1813 um método para livrar o líquido do levedo. Para tal, desenvolveu os pupitres de remuage, onde as garrafas são mantidas com o gargalo para baixo e deslocadas a intervalos regulares.
E assim o champanhe se tornou a bebida cristalina e frisante que hoje conhecemos. E também um campeão de vendas. Enquanto em 1785 se vendiam centenas de milhares de garrafas, o volume de venda registrado em 1845 já era de 6,5 milhões.
Hoje o consumo é um múltiplo dessa cifra, sobretudo no fim do ano. A produção total de champanhe no ano passado foi de 300 milhões de garrafas. Segundo Redon, 65% das garrafas produzidas em um ano são abertas entre o Natal e o Ano Novo.
Agora não é Natal nem Ano Novo, mas certamente abriremos algumas garrafas desse precioso líquido nessa primavera européia...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Eyjafjallajökull, nossa única preocupação


Como diz Amyr Klink, "aventureiro é aquele que vai fazer uma viagem sem saber se vai voltar". Nós, como ele, não somos aventureiros e por isso estamos nos preparando da melhor forma para ir e voltar. Mas tem algumas coisas imprevisíveis, totalmente não-programáveis e intangíveis, que podem dificultar um projeto de viagem, tal como o vulcão da Islândia, país que está localizado no norte do Oceano Atlântico e geologicamente é considerada uma ilha bastante nova e ainda em formação.
Localizado no sul da Islândia, o glaciar Eyjafjallajökull (pronuncia-se "Eia fiatlai ohut") é um estratovulcão de 1660 metros de altitude e a última vez que entrou em erupção foi no ano de 1821 e manteve-se altamente ativo até 1823, após duas erupções ocorridas em 920 e 1612. A explosão de março de 2010 forçou a evacuação de 500 pessoas da região, mas foi a erupção de 14 de abril - 20 vezes mais poderosa - que causou o blecaute aéreo em todo o norte da Europa, ao lançar sobre o continente milhões de toneladas de poeira que ameaça se propagar por todo o continente. Impulsionada pelos ventos vindos de noroeste, a grande pluma de cinzas atingiu o continente europeu no dia 15 de abril, causando o colapso aéreo amplamente noticiado pela imprensa e forçando a suspensão de mais de 70 mil voos até 19 de abril. Após o episódio da erupção do Eyjafjallajökull, vulcanólogos acreditam que a descompressão do gelo causada pelo derretimento de grandes massas, além de outros fatores, pode acelerar processos eruptivos em outros vulcões da região. Um desses vulcões é o Katla, o maior vulcão da Islândia e localizado sobre a fissura vulcânica de Laki, próxima ao Eyjafjallajökull.
No entender de alguns pesquisadores, uma erupção nesse sistema poderia provocar uma nuvem de cinzas dez vezes maior que a atual, com consequências imprevisíveis.
Que os vulcões islandeses se mantenham calmos durante nossa estada na Europa, para podermos ir e voltar sem contratempos...

domingo, 9 de maio de 2010

Faltam poucos dias


Continuam as reuniões preparatórias para nossa viagem ao sul da França, situação que é uma imensa curtição. Quem costuma viajar sabe muito bem o que é isso. Os planejamentos, as preocupações, as dúvidas, os locais a serem visitados, o que levar, o que não levar, o que não pode ser esquecido, documentos (passaporte, carteira internacional de habilitação), mapas e mais mapas, guias turísticos, etc. E como é bom quando isso é feito em torno de uma mesa, cercada de amigos falando a mesma "linguagem" e degustando um bom vinho! Foi o que aconteceu no final do mes passado na residência de Fernando e Alda, e sexta-feira (07 de maio) na residência de Alfredo e Jussaná. Nesta última reunião estiveram presentes apenas esses dois casais, que viajarão juntos no mesmo voo para Paris.
Entramos em detalhes sobre a programação dos passeios, locais de visitação, alguns bistrôs e pontos turísticos a serem procurados, e a conversa rolou noite a dentro naquele clima típico de pré-viagem...
Somente um assunto está nos deixando um pouco preocupados, que é a situação do vulcão na Islândia, que voltou a cuspir fumaça... Estamos torcendo para que ele não atrapalhe nossa programação.
Gerd e Lou já estão na Europa, os demais viajarão com poucos dias de diferença, encontrando-se todos no Aeroporto Charles de Gaule no dia 22 de maio.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Toulouse


Faz parte de nosso roteiro uma passagem rápida por Toulouse, mesmo que seja apenas para conhecer o aeroporto... Nessa cidade alugaremos dois carros e seguiremos para as localidades onde ficaremos hospedados, e das quais apresentaremos alguns dados brevemente. Toulouse é a capital e a maior cidade do departamento da Alta Garona e a quarta maior cidade da França. Situa-se no sul do país, nas margens do rio Garona. A região urbana de Toulouse tem cerca de 1 120 000 habitantes. Faz parte da França desde 1271. Ela é chamada a "cidade rosa" em razão da cor do principal material de construção tradicional local.
Segundo os dados de 2004, Toulouse é a quarta cidade da França com 435 000 habitantes, a quarta área urbana da França com 1 117 000 habitantes (dados de 2007 e a quinta aglomeração do país após Paris, Lyon, Marselha e Lille, tem 45 km² e situa-se a 50 m acima do nível do mar. Ela é também o maior centro universitário da província, com mais de 120 000 estudantes.
A população da cidade aumenta principalmente graças a um saldo migratório muito positivo, a um posicionamento geográfico interessante (clima, montanha, mar) e a uma reputação e imagem bastante positiva (qualidade de vida, variação das formações profissionais e universitárias, posicionamento socioeconômico das indústrias e dos serviços tais a aeronáutica, o espaço e eletrônica).
A cidade beneficia-se, pelas influências oceânicas e mediterrâneas, de um clima temperado entre o outono e a primavera, e de um verão relativamente quente e seco. Os meses mais chuvosos são os de abril, maio e junho. As temperaturas mínimas chegam no mês de janeiro a aproximadamente aos -5°C e as temperaturas máximas em agosto aos 35°C.